Live-commerce: entenda a tendência que traz resultados impressionantes para as vendas on-line

Começou na China, se espalhou pelo mundo e agora tem tudo para crescer aqui no Brasil. Não, isso não é sobre o coronavírus, o assunto aqui é o live-commerce. Trata-se de uma convergência entre o livestreaming e o e-commerce, com uso de vídeos ao vivo para vender os mais diversos produtos. A nova forma de alcançar os consumidores já fazia parte da rotina no país asiático – em mercados como cosméticos, moda, joalheria e até alimentos -, com a quarentena, tomou proporções impressionantes por lá, e o Brasil começa a experimentar esse fenômeno.

A figura principal das transmissões é um influencer carismático que apresenta, experimenta, descreve e faz demonstrações dos produtos, tornando o formato parte essencial da jornada de descoberta. Pode ser um Key Opinion Lider (KOL) – considerado formador de opinião por ser um especialista em uma determinada área do conhecimento – ou um Key Opinion Consumer (KOC) – consumidor comum que posta suas próprias avaliações e recomendações de produtos graças à facilidade proporcionada por apps como Kwai, RED e TikTok. Com apenas algumas centenas de seguidores, eles têm grande influência sobre seus grupos, a razão de sua crescente popularidade é que as pessoas sabem que um KOL está sendo patrocinado pelas marcas para fazer suas recomendações, enquanto os KOCs demonstram ser imparciais em suas avaliações, gerando mais confiança.

O segredo do livestream está em trazer um conteúdo que prende a audiência e permitir interações em tempo real. No Taobao Live, a plataforma dominante de live-commerce na China, são 4.000 hosts de transmissão ao vivo, que geram 150 mil horas diárias de conteúdo. Quem assiste pode fazer perguntas sobre os produtos, escrever comentários para os anfitriões e até enviar presentes virtuais como agradecimento enquanto assistem à transmissão, durante a qual descontos e anúncios de edição limitada aparecem na tela, instigando o apetite de compra da audiência.

Entre os formatos que mais fazem sucesso estão os desfiles de moda no formato Veja Agora, Compre Agora e streamings da área de cosméticos. Para se ter uma ideia, uma transmissão do crítico de beleza chinês Austin Jiaqi Li, conhecido por lá como “Batom Brother”, levou à venda de 15 mil batons em 15 minutos. O influenciador chega a experimentar 300 batons por dia, logo depois de suas lives os itens são vendidos em diferentes plataformas de comércio eletrônico.

E, cada vez mais, celebridades internacionais voltam sua atenção para essa tendência para vender suas marcas próprias, Kim Kardashian vendeu 15 mil de seus perfumes em poucos minutos com a promoção da influencer chinês Viya, que soma mais de 9 milhões de seguidores no Taobao.

Com a crise mundial de saúde e a crescente preocupação com a procedência dos alimentos, o livestreaming de produtos frescos é outro modelo que vem ganhando popularidade. A audiência gosta de ver os fazendeiros colhendo vegetais ou pescando peixes frescos, comprar sua comida com a sensação de saber exatamente de onde vem.

Outro ponto interessante é que o live-commerce se tornou popular no país asiático principalmente entre mulheres das áreas rurais, desenvolvem uma relação de intimidade e confiança com esses canais, e passam a pedir conselhos e recomendações. As pessoas querem comprar de quem confiam.

EUA e Europa ainda engatinham na nova modalidade, mas a Amazon lançou, no ano passado, sua plataforma de compra via livestreaming, a Amazon Live, e o app Amazon Live Creator, por meio do qual as marcas podem transmitir diretamente para Amazon.com, além disso Facebook e Instagram já iniciaram pilotos de propostas similares.
No Brasil, as compras via streaming também já são uma realidade. A fabricante de chocolates Dengo é um exemplo, a marca inseriu em sua plataforma de e-commerce uma ferramenta de transmissão ao vivo, que funciona das 12h às 21h, horário em que, antes da pandemia, costumavam funcionar as lojas físicas, agora transformadas em cenários para livestreamings.

Três dicas para quem se interessou pelo potencial dessa nova tendência:
1. Investir em tecnologia.
Quem conta com infraestrutura e tecnologia sai na frente. É preciso executar uma experiência de compra realmente integrada e sem lapsos. A maioria dos livestreamings ocidentais ainda redireciona seus compradores a uma página de checkout separada para completar as transações.
2. Garanta a interatividade.
Quem quer aderir a este tipo de venda, precisa ter certeza de que proporciona uma via de mão dupla ao conversar com a audiência. Para conseguir engajamento na jornada de compra, ouvir é tão importante quanto falar.
3. Escolha o influenciador certo para sua marca.
O Key Opinion Lider (KOL) ou Key Opinion Consumer (KOC) certo será fundamental para esta estratégia, seus seguidores podem alavancar o tráfego e aumentar a visibilidade e o reconhecimento de sua marca.

https://www.ascentialedge.com/insights/blog/ecommerce-strategy/live-stream-retailing-qvc-gen-z
https://www.alizila.com/taobao-live-rethinks-the-future-of-stores/
https://www.alizila.com/taobao-helping-farmers-reap-gains-in-livestream-boom/
https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/como-o-livestreaming-esta-transformando-o-e-commerce-na-china/
https://coresight.com/research/retail-2020-10-trends-for-china-e-commerce/
https://coresight.com/research/retail-2020-10-trends-for-china-e-commerce/ KOL X KOC

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